O mundo acaba hoje, não ligo para o que não fiz.
Nunca lhe disse para ser perfeita, ter vários amigos e que fechasse os olhos para alguém que não viveu sua verdade, eu não sou dono de ninguém e isso me irrita, só me ficou o desespero.
Ninguém muda por ninguém, não sou dono da verdade, cuidado comigo e meu ar ditatório.
Venderia minha alma pra poder me ver em teus olhos, e é igual pra com mundo o desejar e não ter, mas sinto a dor só em mim.
Não quis ser tão fácil de esquecer, quis me gravar em tua memória, quis fazer por merecer.
Lutaria sem escrúpulo, cegamente não ouviria nem minha própria voz, só pra ter você.
Nossos laços estavam enfraquecidos com os passos em falsos, nem sua forte articulação me prendeu a cautela.
Surpreendentemente não consigo dizer se vale à pena lutar sobre sol e chuva por tal sentimento que às vezes me dá medo.
Este que necessariamente era vital ficou dispensável... Medo deveria ter de desistir, o meu ar, minha passagem não são as mesmas e nada faz sentido. Não há fogo que me aqueça, não a frio que me cause arrepios, sem você sinto o verdadeiro sentido do cotidiano.
Habituei-me a te esperar, lixei as unhas até perceber que passou da hora pra ter feito alguma coisa, neste momento estrelas são simples pontilhados indecifráveis.
A pergunta que faz um nó de marinheiro em minha garganta é: ‘o que fiz para este amor, não merecer?’, e tudo se transformou em amargura, e para a vida a partir de agora, ofereço o orgulho, pois é o que me resta.
Doloroso é este entulho chamado amor próprio que nos torna arrogantes, que não se divide com mais ninguém.
quarta-feira, fevereiro 11
Impáfia, altivez, soberba, amor-próprio... ou como quiser chamar.
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