sábado, fevereiro 7

Só o que restou

Foram-se alguns meses (talvez mais de ano) que fiquei certo do que eu sentia. Foi um momento único e impossível de se reproduzir.
Esperei-te, ansioso pelo teu abraço, pelo teu olhar. Resplandeci ao tê-la.

Houve momentos singulares... Flores, vapores, cheiros, bebidas com tons dourados, fuga, pétalas, frio, calor.
Ah, porque o tempo passa? Se houvesse possibilidades de voltar no tempo, queria também perder a astúcia... Recuperar a inocência. Só assim veria prazer nos mínimos detalhes novamente e os aproveitaria com toda voracidade possível. Relaxaria mais, daria valor secundário a sentimentos secundários, intensificaria o preço da real felicidade que só você me proporcionou.

Eu te perdi e agora só me resta a consciência do meu erro.
De ter me importado com superficialidades, bobeiras, risos complacentes, telefones infortúnios, recados inconveniente, palavras descomunais.
Quando erramos, o exagero fica evidente.
Arrependo-me de não lhe dizer que te amo todas as vezes que pude. Arrependido por ter sido incapaz de perceber que você sorria pra mim, e não de mim. Arrependido de todos os momentos que te deixei estressada com meu excesso de calma. Arrependido por não tê-la aqui este momento pra ouvir os meus lamentos.
Meu consolo é, o tempo não volta atrás. Assim não posso errar contigo novamente.
Aceito serenamente que raiva, ódio, violência foi só o medo que eu não tive, te amei passivamente... Deveria ter lutado por você com todas as minhas forças.